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DSCI0011 Artista Português explora técnicas de jateamento para gravar imagens em peças decorativas

Uma das mais remotas modalidades de arte em vidro de que se tem notícia, já na antiga Pérsia a gravura, ou incisão, foi uma prática amplamente difundida. A técnica se espalhou pela Europa a partir de Veneza e de lá para cá vem sendo constantemente aperfeiçoada por todo o mundo. Em Samora Correia, uma cidade do Ribatejo, a incisão no vidro, ou glass engraving, ganha expressão e múltiplas possibilidades pelas mãos do artista Sérgio Pedroso, fundador da firma Grunevision, que há 6 anos se dedica à criação desenhos para gravação em superfícies de vidro e de cristal.

No geral, todo processo de corte, incisão, sulco ou entalhe feito em material duro, seja metal, madeira, pedra, osso ou vidro, pode ser chamado de gravura. “Em sentido estrito, a gravura é a arte de transformar a superfície plana de um material rígido em um condutor de imagem, ou seja, em uma matriz criada para reprodução da imagem certo número de vezes”, explica Sergio Pedroso. “Já a incisão consiste no uso de técnicas variadas para decorar individualmente as peças, como vasos, garrafas etc.” A paixão de Sérgio pela arte de gravar imagens sobre o vidro manifestou-se pela primeira vez em 1998, quando viu um copo decorado por incisão exposto numa feira de artesanato. “Nunca tinha ouvido falar dessa técnica e fiquei muito entusiasmado. No mesmo instante visualizei o projeto completo do meu futuro negócio, a partir das inúmeras possibilidades que eu poderia explorar”, lembra o artista.

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A partir dali, Sérgio iniciou uma longa e ininterrupta jornada de aprendizado e novas descobertas, pesquisando e buscando conhecimento tanto em livros como em sua própria experiência do método. “Hoje exploro sobretudo as técnicas de jateamento”, revela. “para o processo de jateamento disponho de um grande gabinete”, finaliza Sérgio.

Curiosidade: A história do jateamento

O jateamento em vidro é uma técnica que já vem sendo utilizada pelo homem desde o século XIX, mas que a cada ano tem se modernizado e assim oferecido uma gama cada vez maior de possibilidades de formas e desenhos. Veja abaixo alguns exemplos de trabalhos de jateamento em vidro e logo na sequência, uma curiosidade sobre a história do jateamento:

Desde o surgimento do vidro, o homem vem modificando-o na sua forma ou cor, para obter um melhor resultado em sua aplicação final. Para inserir texturas no vidro, primeiramente os artistas utilizaram pontas de diamante, que riscavam o material formando desenhos artesanais de rara beleza.

Depois surgiu o jato de areia artístico, que vem experimentando um imenso ressurgimento e que,Copo
apesar dos avanços tecnológicos obtidos, ainda depende muito da habilidade do jateador. Ao observar uma rajada de vento contra uma vidraça, em 1870, o americano Benjamin Tilghman descobriu o processo de jateamento por areia. A técnica de trabalhar o vidro, trocando sua transparência pelo aspecto leitoso, surgiu desta observação. Tilghman, concebeu um sistema onde um jato de areia impulsionado por vapor a grande velocidade, limpava e ornamentava lápides de túmulos e também se prestava a criações artísticas em vidros. Logo depois da invenção da máquina, o fenômeno do fosqueamento se alastrou pela Europa, tendo como fonte de inspiração o movimento Art Nouveau. Em 1885, outro norte-americano, Mathewson, aperfeiçoou o invento, patenteando um mixador de ar e areia que substituiu o vapor, pelo ar comprimido. Durante pelo menos 50 anos, esse sistema foi utilizado nas indústrias com o auxílio de escafandro, alimentado por oxigênio, na tentativa de proteger os artistas dos efeitos abrasivos, que continham elementos altamente nocivos à saúde. O risco foi contornado com a evolução das máquinas e dos abrasivos. Segundo Sergio Pedroso, diretor da Grunevision, representante das máquinas para jateamento, com os equipamentos disponíveis hoje no mercado, pode-se jatear peças de até 2 metros de largura, por qualquer comprimento sem que o usuário entre em contato com o pó. Toda a operação é feita pelo lado de fora do gabinete. Segundo explica Sergio Pedroso que realiza trabalhos de jateamento, a grosso modo, jato de areia sobre vidro, consiste no lançamento de pequenos grãos de abrasivo, a uma alta velocidade, contra a superfície do vidro, o que ocasiona micro lascas, tornando-o fosco total ou parcialmente, de acordo com o efeito desejado.

O vidro jateado já teve momentos de grande popularidade em décadas passadas. Atualmente, com a segurança das máquinas, o trabalho tem tudo para ser novamente um grande sucesso, como já vem ocorrendo gradativamente.

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